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Entrevistas da Vila




Entrevista com Eduardo Gouvêa


Converso hoje com ele Eduardo Gouvêa Presidente do Fã-Clube CHESPIRITO Brasil e Adiministrador do FUCH


VINICIUS-CH: Fale um pouco.





Eduardo Gouvêa:

Primeiramente quero agradecer a honra do convite. Me chamo Eduardo Gouvêa. Mais conhecido como Valette. Tenho 26 anos trabalho como técnico em informática de maneira autônoma e como auxiliar de secretaria de carteira assinada. Moro em Niterói / RJ. Tenho vários ídolos – nem preciso dizer que Chespirito é um dos maiores. O principal deles é Charlie Chaplin, o eterno Vagabundo Carlitos.

VINICIUS-CH: Quando começou sua jornada no meio CH?

Eduardo Gouvêa:No “mundo real” em 1991 ou 1992 (não lembro exatamente). Foi paixão a primeira vista. Eu creio ter sido em 1992, porque assisti uma única vez alguns dos episódios perdidos. No “mundo virtual”, em 2003, quando me tornei internauta. Um pop-up do MercadoLivre.com me apareceu oferecendo episódios perdidos de Chaves. Comprei todos de imediato e comecei a procurar no Google informações a respeito. Achei alguns sites e logo, o FUCH. Meu primeiro grande amigo (com quem tenho amizade até hoje) foi Eduardo Behling (Rufino Rufião).

VINICIUS-CH: O que acha de ser um Administrador do FUCH? Quando começou?

Eduardo Gouvêa: Simplesmente maravilhoso. Tenho uma grande história de amor com o FUCH. Lá eu conheci pessoas maravilhosas que se tornaram amigas, inclusive “transportadas ao mundo real”. A maior parte das amizades do Meio CH iniciaram lá. Até mesmo o Fã-Clube CHESPIRITO-Brasil, que hoje tenho a honra de presidir iniciou-se tendo como membros, muitas pessoas de lá. Os primeiros eventos CH promovidos por Gustavo Berriel eram divulgados no fórum obtendo grande sucesso de público. Quanto á segunda pergunta, não tenho como precisar. Já fui moderador de uma área só (Negócios CH) quando nem mesmo concorri uma eleição. Fui indicado pela equipe da época, sem saber e um dia acordei moderador. E já fui administrador uma vez também (antes da gestão atual). Hoje estou administrando junto a meu velho amigo Andy (que ele é velho não se discute huahahuahauhaua) e ao incrível José Antônio. Espero que confiem em meu trabalho e que eu possa continuar por muito tempo junto a essa dupla de feras. Amo este fórum e não abro mão dele por nada nesse mundo.

VINICIUS-CH: O que fez você gostar de Chaves e Chapolin?

Eduardo Gouvêa: Exatamente o contrário do que atrai pessoas para outros programas: cenários simples, piadas ingênuas, personagens altamente caricatas e claro, a dublagem impecável que por anos fez com que muitos (inclusive eu) pensassem que as séries eram produtos nacionais. É incrível como Bolaños continua a ser assunto do dia mesmo após quarenta e quatro anos de iniciar a obra e dezessete após terminar, enquanto outras séries de humor não duram mais que dois... três anos na TV. É uma questão fácil e ao mesmo tempo difícil de decifrar. Fácil, porque CH é puro, sem maldade e ao mesmo tempo engraçado e comovente. Difícil, porque é difícil acreditar que as pessoas ainda consigam se divertir com esse tipo de humor. É uma fórmula que não funciona mais, só com Chespirito mesmo. Para alguém conseguir sucesso hoje com um programa de humor, precisa colocar uma mulher quase nua para os homens babarem e as mulheres procurarem defeitos e falarem mal e fazer piadas de duplo sentido.

VINICIUS-CH: Qual personagem CH que você mais gosta ?

Eduardo Gouvêa: Gostar de um é impossível, mas tenho como preferida a dupla do milênio: Quico e Seu Madruga. Chaves não funciona sem eles. É incrível, porque todos são maravilhosos, mas eles são os grandes pilares de sustentação. Mas... muitos me olham torto quando falo isso, mas adianto que meu negócio é futebol rsrsrsrs... me identifico demais com a Chiquinha. É a típica criança espertinha, que sabe perfeitamente bem como causar uma puta confusão e sair de santa. Tremenda chave de cadeia rsrs. Eu amo a Maria Antonieta e sua incrível personagem.

VINICIUS-CH: Conte um pouco sobre essa paixão que você tem por CH.

Eduardo Gouvêa: Não tem nem como explicar. Está no sangue. Incrivelmente, eu assisti a um episódio num dia e no dia seguinte (literalmente) comecei a gravar episódios. Até me lembro o primeiro episódio que vi de cada série: Os documentos confidenciais / A carabina (com a clássica dublagem perdida). Fã CH não se explica, se respeita.

VINICIUS-CH: Como você descreve o tratamento do SBT com Chaves e Chapolin?

Eduardo Gouvêa: Chapolin: a série nunca foi constante no quesito audiência. A meu ver, uma pena porque é a minha série favorita. Ela passou por dezesseis anos sem interrupção. Depois que o SBT tirou do ar a primeira vez para exibição do “Otário Político Eleitoral di Grátis” com promessa de retorno não cumprida, a série meio que virou um ioiô de férias. A estratégia foi boa. Sabemos que ele sempre vai voltar, aconteça o que acontecer. Ele volta, os fãs matam a saudade e quando a audiência começa a cair, ele sai de cena novamente. Boa estratégia para que os fãs nunca sejam esquecidos e ao mesmo tempo, a série não fique ocupando tempo na grade quando está indo mal.

Chaves: absurdo. Os cortes são IMPERDOÁVEIS... Aliás, depois de muito tempo, por ser a última transmissão da série na faixa das 18:15 eu resolvi assistir na sexta-feira (30/12/2011). Fiquei H-O-R-R-O-R-I-Z-A-D-O! Vamos lá:

- Começou sem abertura.

- Passou "O professor apaixonado" sem intervalos. No final, cortaram no meio diálogo e sem passar o clipe.

- Do nada começou "A caminhonete do Sr. Barriga". Um corte aqui, outro ali... O primeiro intervalo se deu no meio da fala do Quico. Foi a coisa mais bizarra que já vi:

"-Minha mãe ainda não chegou!
- Falou comigo?
- Não! Falei com o barril de..." (entra a vinheta)

- Volta do intervalo e do nada o Seu Madruga:

"- Me parece que falavam do senhor, Sr. Barriga!"

- Continuando... O episódio chega em sua última frase e, bruscamente aparece o Chaves sujando o carro do Senhor Barriga (claro, estou falando do episódio “Lavagem completa" iniciado pela metade). Quem não conhece parecia até continuação do episódio anterior... Horrível!

- Para concluir, deu um intervalo de mais de seis minutos (que juro, me fez até esquecer o que estava assistindo) e entra "De gota em gota minha mãe fica louca" sem intervalos e cheio de micro-cortes. Terminou 19:45... Resumindo: eles conseguiram espremer quatro episódios em noventa minutos (incluindo os intervalos). Achei que depois daquilo só faltava o apocalipse (ou não faltava mais nada).

VINICIUS-CH: Qual sua opinião sobre os episódios perdidos?

Eduardo Gouvêa: Esse tema é uma verdadeira obsessão em minha vida. Até um ano atrás (mais ou menos), eu diria: “Peguem o diretor de programação e matem!” Porém hoje, tenho outra opinião completamente diferente. Como Miranda (jurado de programas do SBT) disse, creio que alguém com muita visão de futuro tirou esses episódios do ar para retorná-los algum dia como inéditos. Em parte, creio que o tiro meio que saiu pela culatra, pois creio que não contavam que os fãs fossem lembrar deles (e até mesmo possuí-los) e que fossem ser tão cobrados e expostos ao ridículo como foram durante todos esses anos. Quando uma emissora reprisa uma novela (principalmente quando tem as clássicas perguntas: “Quem matou? / Quem vai morrer? / Quem roubou? / Quem explodiu a bomba? / etc...”, ela tem a seguinte convicção: “O público esquece.”. Mas em Chaves não foi assim. O que era para ser “inédito” hoje, tornou-se “perdido” e o SBT teve que admitir isso. Em 2003, quando o mundo virtual era novidade para muitos, o SBT surgiu sem qualquer alarde com oito episódios perdidos. Sônia Abrão havia feito matérias com tais episódios, porém, era algo que o SBT tentava esconder (vale lembrar que o programa dela era uma produção independente). Em 2005, episódios até então inéditos (e alguns perdidos) do Chapolin começaram a aparecer sem qualquer explicação plausível. E com certeza guardaram o restante para um momento especial da emissora. E esse momento chegou: a emissora fez trinta anos. Um fã do Fórum Único CHESPIRITO (FUCH) descobriu uma lista no site da Agência Nacional de Cinema (ANCINE), na qual são listados todos os episódios de Chapolin e Chaves que o SBT está autorizado a exibir. Essa lista foi registrada em 2008 e lá já constavam os nove perdidos que a emissora exibiu. Ao contrário do que muitos pensam (eu também pensava assim), o SBT não é desorganizado e sim um dos maiores marqueteiros do Brasil. Tiro o chapéu para a inteligência de quem fez isso. Como resultado, eles conseguiram excelentes índices de audiência na volta desses episódios e agora em 2012 tem mais. Estamos a um passo de vermos o SBT estrear (ou re-estrear) os episódios semelhantes. Os episódios semelhantes contém histórias parecidas e até idênticas a outros episódios que estão atualmente no ar. As novidades ficam por conta de atores convidados, rodízios no elenco principal, finais diferentes e sketch’s de outras personagens de Bolaños que completam os episódios mais antigos.

VINICIUS-CH: Quando surgiu a idéia de criar o "Movimento Volta-Perdidos CH & CH"?

Eduardo Gouvêa: Não foi minha. O fã Alisson Cassani do FUCH queria fazer algo em prol desses episódios. Eu já tinha essa idéia há alguns anos, mas achei que seria dar murro em ponta de faca, já que a versão oficial do SBT (achei que nunca fosse mudar) era a de que os episódios haviam se perdido numa enchente, e era isso que a mídia acreditava. Afinal, quem melhor para falar do que aconteceu com as fitas da emissora: um bando de fãs (considerados loucos por muitos) ou a própria emissora que pagou para comprar e dublar os episódios??? Nós sabíamos que era mentira, mas não podíamos fazer nada. Mas resolvi apoiar o Alisson, desde que em uma semana apresentasse uma boa proposta, ou seja, como e o que fazer. Passados alguns dias, ele veio com a proposta de fazer um site e alardear na Imprensa. Lembrei que eu tinha alguns amigos gaúchos... digo... na mídia que poderiam ajudar. Procurei alguém que fizesse um design para o site e dei o conteúdo. Inclusive, em apenas um dia (inteiro) montei um documentário de 45 minutos sobre esses episódios. Foi a atração principal do site em sua estréia. Nunca desisti. Meu amigo Fábio Andrighetto (Folha On-Line) publicou uma entrevista em áudio comigo, no qual eu denunciava o SBT por esconder os episódios e deixei claro que a história da enchente era mentira. Ela realmente havia ocorrido e foi uma tragédia que atingiu o SBT, levando embora muito material talvez irrecuperável, mas muito tempo antes dos episódios CH sumirem (e convenhamos, nunca deixou de sumir e aparecer episódio). Vi o movimento ganhar força quando o SBT sem outra saída, teve que assumir que existiam episódios perdidos. Esses já retornaram. Daí, fiz o “E Que Venham os CHemelhantes...” para pedir o restante dos episódios que o SBT ainda mantém engavetados. Mas há tempos eu fiz uma coluna dando certeza que esses episódios seriam exibidos a curto prazo. E claro, não me enganei. Eu tinha a certeza mais que absoluta que se o SBT admitiu a existência desses episódios, alguma coisa tinha por trás. Murilo Fraga (diretor de programação não ia dar a cara a tapas, em vão). Tudo foi muito bem preparado para criar uma atmosfera de suspense e obsessão nos fãs e os episódios que voltaram (e até estrearam) em agosto foi apenas um aperitivo do que vinha por aí.

VINICIUS-CH: Qual episódio você mais gosta de Chaves? E do Chapolin?

Eduardo Gouvêa: Chaves: O cavaleiro das mil encrencas / Os espíritos zombeteiros / O fantasma da vila

Chapolin: Os piratas (aliás, alguém viu a terceira parte por aí? hahuahahua) / A romântica história de Juleu e Romieta / Uma coisa é ser Sansão e outra é usar a peruca

VINICIUS-CH: Qual você menos gosta?

Eduardo Gouvêa: Chapolin: Sai de baixo que lá vem pedra / O bebê jupteriano / Operação Tripa-Seca

Chaves: Matando aula (a maioria diz isso, mas imagino que nem sabem explicar o porquê... Mas com certeza o principal motivo é que o episódio inteiro gira em torno de uma única piada)

VINICIUS-CH: Qual a emissora tem a melhor exibição em sua opinião?

Eduardo Gouvêa: TLN Network, sem dúvida. Episódios exibidos cronologicamente, com suas respectivas aberturas originais e créditos finais. Imagino que após a conclusão de Chapolin (atualmente em exibição), devem retornar com Chaves. Ainda exibe Chespirito. Tudo em português. Maravilha!

VINICIUS-CH: O que acha do humor hoje em dia comparado com o de Chespirito?

Eduardo Gouvêa: Já comentei algumas perguntas acima a respeito. Tenho grande apreço pelo humorístico “A Praça é Nossa” e odeio “Zorra Total”, porém, é óbvio que a Praça só funciona ainda hoje por conta das piadas de duplo sentido (dá-lhe Paulinho Gogó rsrs) e a mulherada seminua. Muito diferente do humor ingênuo que começou há mais de quarenta anos com Manoel de Nóbrega.

VINICIUS-CH: Um recado para o Vila do Chaves e Chapolin (o nosso blog).

Eduardo Gouvêa: Que o Blog faça muito sucesso entre os fãs e que cada vez mais cultue a obra do bom velhinho (não... não é do Papai Noel que estou falando rsrsrsrs). Toda manifestação de fã é bem-vinda, seja através de site, blog, fórum ou qualquer outro meio.

VINICIUS-CH: Bom a entrevista vai ficando por aqui. Que mensagem você gostaria de transmitir para todos os fãs da obra de Chespirito?

Eduardo Gouvêa: Que estão no caminho certo. Nunca deixem de admirar a obra do bom velhinho e criem seus filhos assistindo também. É a melhor maneira de tentarmos construir um futuro melhor. As crianças devem ser educadas assistindo programas de qualidade, com humor limpo, livre de maldade. Chespirito reuniu tudo isso e chamou de Chaves e Chapolin. Fã que é fã tem que ter amor eterno, porque depois dele, outro não existirá. É único. É singular. É sem par.

Quero agradecer mais uma vez a oportunidade. Que o Blog cresça muito e tenha a notoriedade que merece. Conheçam o FUCH:  e o “E Que venham os CHemelhantes...”:  . Um grande abraCHo a todos!

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